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O 14 junho 2017

Você opta pela educação bilíngue do seu pequeno?

No Brasil, a educação bilíngue ganhou destaque especial nas ultimas décadas. Pensando no cenário atual de globalização, fica fácil listar benefícios trazidos por ela à vida dos nossos filhos, como, por exemplo, o melhor desempenho na comunicação, assim como uma maior consciência da diversidade mundial, tanto lingüística quanto cultural. Além destas razões, existe uma serie de outras questões positivas resultadas do investimento na educação bilíngüe desde a infância. Diversas pesquisas se dedicam ao estudo do tema, a fim de desvendar os mitos e verdades em relação ao assunto, e os materiais apresentados por elas mostram vantagens ainda mais surpreendentes e duradoras do que a maioria costuma imaginar.
Nos primeiros anos de vida, as crianças passam por um processo intenso de aprendizagem, e, quanto mais estímulos ideais receberem, melhor. Processar sons e palavras de diferentes línguas (e compreendê-las) é um trabalho árduo e, por isso mesmo, dá conta de potencializar o desenvolvimento do cérebro, especialmente nas partes que controlam a linguagem, a comunicação e o intelecto. De acordo com os resultados apresentados em 2011 por um estudo financiado pelo Institute of Health Research e pela Sociedade do Alzheimer, do Canadá, indivíduos bilíngües são diagnosticados com Alzheimer 4,3 anos mais tarde que o restante. Assim como praticar palavras-cruzadas e aprender um instrumento musical, o bilingüismo impulsiona a formação de reservas cognitivas no cérebro.
Outros estudos pesquisam as consequências da alternância entre duas línguas em cérebros jovens, e apresentam provas de que tal habilidade melhora a capacidade da criança de se concentrar em uma tarefa individual – e de se controlar de maneira geral. Um estudo realizado pela Universidade de Washington, em 2008, conclui que o aumento da auto-regulação – também conhecida como “função executiva” – permite que as crianças bilíngues tenham uma concentração melhor.
Para a psicóloga e psicanalista, Christine Bruder, fundadora do Primetime Child Development, os três primeiros anos de vida são fundamentais para a formação emocional, intelectual e física dos bebês, pois é nesta fase que grande parte das habilidades relacionadas à linguagem, cognição e relacionamento sócio-emocional se desenvolve. “É importante valorizar estes primeiros momentos e oferecer condições para que o bebê possa estruturar e desenvolver todas as formas de comunicação – verbal, escrita ou gestual -, inclusive em diferentes idiomas, pois eles aprendem por meio das experiências e estímulos que recebem. Claro que se introduzidos da forma correta”, ressalta Christine.
No método aplicado na sua escola, quando o bebê tem ainda meses, a introdução é feita com o uso de músicas e leituras de histórias em inglês, o que permite o contato do bebê com o outro idioma de forma natural e progressiva. Quando falamos de bebês ou mesmo crianças muito pequenas, o melhor jeito de aprender é brincando, sem pressão, evitando assim um trauma. Em casa, os pais podem conversar, contar histórias, mesmo que os bebês ainda não falem.
Tal prática vai fazer com que eles se familiarizem e também fornecerá estímulos fundamentais, como referências que ficarão gravadas na memória dos pequenos desde cedo. Entre os especialistas, não há divergências de opinião em relação ao fato de que a infância é mesmo a hora certa para começar o aprendizado de uma segunda língua. Não deixe, no entanto, de pesquisar o colégio ideal e de acompanhar de perto o envolvimento do seu pequeno nesse novo universo lingüístico e cultural.

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