inteligencia emocional nas crianças
O 13 março 2018

Inteligência Emocional em Crianças – Como e por que desenvolver?

* Por Psicóloga Jéssica Calsavara

Até pouco tempo atrás o sucesso de uma pessoa era avaliado apenas pelo raciocínio lógico e habilidades matemáticas e espaciais (QI). Porém, o psicólogo Daniel Goleman, com o livro “Inteligência Emocional” retoma uma nova discussão sobre o assunto, ele traz o conceito da Inteligência Emocional (I.E.) como co-responsável pelo sucesso ou insucesso das pessoas.

A Inteligência Emocional está relacionada a habilidades como motivar a si mesmo e persistir mediante frustações; controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar gratificação prorrogada; motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos e conseguir seu engajamento a objetivos de interesses comuns, além de aprender manejar as nossas emoções.

Daniel Goleman, em seu livro, mapeia a Inteligência Emocional em cinco áreas de habilidades:

1. Autoconhecimento Emocional – reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre.

2. Controle Emocional – habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação.

3. Automotivação – dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca.

4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas.

5. Habilidade em relacionamentos interpessoais.

Portanto, surge a importância de se ensinar, desde cedo, não apenas competências acadêmicas, como também orientar as crianças sobre suas emoções. Uma vez que estas governam a capacidade de aprender e socializar, observa-se ser positivo ensinar os pequenos à identificarem e controlarem as suas emoções, adequar à expressão emocional à situação e à pessoa indicada, atentando-se em nunca usar da repressão do sentimento, mas sim da sua validação.

Pensar sobre como regulamos e expressamos nossas próprias emoções ajuda no momento de orientar os pequenos. Dar exemplo é a melhor lição. Simplesmente dizer o que quer que façam pode não ser uma boa abordagem, já que essa não é a melhor maneira de aprender.

Então como agir?

Valide a emoção da criança

Negar uma emoção ou evitá-la não faz com que a mesma desapareça. É preciso identificar e nomear esta emoção, além de dar a ela a sua devida importância, auxiliando, assim, no processo de autoconhecimento do pequeno. Evite dizer: “Você não tem motivos para chorar”; “não foi nada”; “isso não é tão ruim assim”; pois, pode ocorrer o oposto da validação da emoção, e, assim, deixar de auxiliar a criança a entender e lidar com ela. Lembre-se, sentimos de maneiras diferentes, não desvalorize o que seu pequeno diz sentir.

Narre a situação

Por vezes, apenas perguntar “O que foi?”, pode não fornecer à criança o entendimento e a melhor expressão do que ela está sentindo, portanto, você pode narrar o que percebe “me parece, pelo tom da sua voz e por seu rosto, que você parece chateada (o). Aconteceu algo?”. Agir assim, dá à criança a oportunidade de descrever a situação e o que ela sente, observando ainda o que a emoção pode causar em seu corpo e expressão.

Apresente soluções

“O que você acha que podemos fazer?”. “Quando me sinto assim, gosto de desenhar. Gostaria de tentar?”. “Quando estou com medo, gosto de pensar em coisas boas. Será que poderia te ajudar?”

Discuta as soluções encontradas

“Agora que você fez um desenho, como se sente?”. “Pensar em coisas que você gosta te ajudou? Como você se sente agora?”. Assim, você auxilia a criança a encontrar alternativas para lidar comas emoções sentidas.

Procure ajuda profissional

Ao perceber que os métodos utilizados não surtem um efeito  satisfatório e que a criança encontra-se em sofrimento emocional e/ou com dificuldades de relacionamentos sociais, procure a orientação de um Psicólogo. Ele poderá auxiliar no processo de educação emocional de seu pequeno.

E quais os benefícios para as crianças?

– Passam a identificar, controlar e modificar suas emoções (autoconhecimento);

– Aprendem melhor o conteúdo; acadêmico

– Estabelecem vínculos afetivos sólidos;

– Tornam-se mais seguras em suas atitudes diante de situações diversas (autoestima e auto confiança);

– Organizam melhor a fala, o pensamento e o comportamento;

– Obtém melhoria das relações interpessoais na forma de conhecer e resolver conflitos;

– Entre outros.

A criança que desenvolve a inteligência emocional ganha confiança nas suas capacidades pessoais e intelectuais, relaciona-se corretamente e é capaz de comunicar o que quer, o que pensa e o que sente; está motivada para explorar, para conhecer coisas novas.

A grande chave do novo século é o controle emocional: pessoas bem sucedidas têm suas emoções sob controle, sabem identificá-las, controlá-las e modificá-las. E isso deve ser ensinado desde a infância!

* Jéssica Calsavara CRP 20/06179 – Psicóloga analista do comportamento com atuação clínica e escolar e Pós graduada em Análise do Comportamento Clínica. Atua em Ariquemes – RO, Clínica Espaço Villar. Acompanhe o trabalho da Jéssica, acesse seu Facebook e Instagram e para contato, email: calssavara.jessica@gmail.com. 

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1 pensamento em “Inteligência Emocional em Crianças – Como e por que desenvolver?”

  1. GILVANIA SOUZA disse:

    Adorei as dicas, elas são bastante importantes em nosso convívio com os pequenos. Percebo que em alguns momentos complexos nos foge as soluções e por isso só o fato de ler tais informações nos trás mais recursos, para melhor prepará -los nos momentos de aflições.

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